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Destaques

AQUARELA

Você já se deixou ser visto na sua intimidade, onde rasga suas vestes e se permite ser visto na sua nudez? E, de repente, você percebe que a leitura de quem você permitiu enxergar você é apenas uma projeção, onde negam sua essência, apagando sua cor com a borracha? Você olha para si e se vê apagado, sombreado, rasgado, frio, covarde, ingrato, insensível, controlador, psicopata, desrespeitoso... e assim se senti perdido no que o outro narrou sobre você, algo que não diz respeito a quem você é, mas aos traumas de outrora. Mas você fecha os olhos e se encontra novamente, vivendo lembranças que relatam de si para si, e vê o ser humano incrível que és, com seus defeitos e qualidades. Mesmo com tantas perdas, você não desligou sua humanidade, os sentimentos de paixão e compaixão para com o outro, colocando muitas vezes o próximo em primeiro plano, até mesmo negando a si mesmo pelo bem daqueles que ama, sem esperar algo em troca, pois não existe lei do retorno para quem ama. Quem ama nunca es...

SUA



 Eu rasguei minhas vestes quando abri meu coração.

Eu me vi nua, sem qualquer temor de ser eu, minha, sua.

No leu da imensidão do abstrato, dos desenhos em seus formatos, me encontrei  nos seus retratos espalhados no segundo ato.

Ao desenrolar dos seus dilemas, vi um espaço; convidada ou intrusa, me entreguei de corpo e alma no desconhecido das emoções mais profundas desse mar aberto, salgado, frio e calculista, que mede cada movimento que faço ao surfar no envolver da sua crista e do seu cavado.

Não acostumada com o receber sem entregar, se assustou ao não me ver afogar no mar de suas dúvidas. 

Em meio aos seus chicotes, flat ficou ao olhar no mar do meu olhar, depois de quase me afogar.

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